Largo Do Viriato

Até ao ano de 1828 quando não existia ainda o largo do Viriato, a rua dos Fogueteiros (hoje de Azevedo de Albuquerque) e a Bandeirinha ligavam-se directamente e á confluência de ambas, ia à rua das Carrancas (depois da Liberdade, e agora de Alberto Aires de Gouveia). Grande parte do chão onde hoje se vê o Largo do Viriato estava ocupado pela nobre que fora residência dos riquissímos Morais e Castros, negociantes que tinham por alcunha «os Carrancas». Viveram ali antes de construirem o magnifico palácio que é hoje o Museu Nacional de Soares dos Reis, depois de ter sido paço real. Aquela casa dos Morais e Castros foi, para a urbanização do local, demolida em 1841, e uma grande pedreira sobre que assentava desfeita entre 1841 e 1843, aproveitando a Câmara a pedra para as suas obras Municipais. Isto rebaixou muito o terreno, e daí nasceu o Largo do Viriato. ( Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas )