Rua Da Glória

Rua da Glória, próximo da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, tem a sua história ligada ao cerco do Porto (1833), tanto Miguelistas como Constitucionais construíram em redor da cidade as suas linhas de defesa, a daqueles exterior à destes. Dentro dos limites da freguesia de Paranhos, a linha fortificada dos Liberais passava pelo Carvalhido, fortes de S. Paulo, da Glória e de S. Brás, quartéis de do Monte Pedral, baterias de D. Pedro, D. Maria II e Aguardente, redutos das Medalhas, do Covelo e das Antas. A bateria da Glória, no Monte Pedral, defendia os vales entre Paranhos e Regadas, tendo em frente dela, a bateria das Medalhas, dominando o vale das S. Mamede, até à estrada de Vila do Conde. Esta bateria das Medalhas situava-se na «montanha» a poente da Estrada de Braga, entre o Monte Pedral e a actual Rua de Monsanto. Tomou o nome de muitas condecorações de Torre e Espada que ganharam os seus defensores. Na acção de 9 de Setembro de 1832, foi o fogo cruzado das baterias do Monte Pedral e da Glória que impediu uma esmagadora derrota das tropas constitucionais naquele reduto da «Montanha. O mesmo aconteceu no dia 16, data em que há a lamentar o incêndio ateado pelos Liberais, que destruiu a bela casa e capela da Quinta do Covelo. No dia 5 de Julho de 1833 foram ainda as baterias da Glória, do Covelo e de D. Pedro IV que protegeram uma pequena força de 20 homens de infantaria 9, sob o comando do alferes Neto, e depois permitiram a reconquista do Monte Pedral, que estes tinham sido obrigados a abandonar. Escudo será dizer que a urbanização do local onde estava o forte da Glória, só muito mais tarde se processou, nascendo então a serventia de que traçamos brevemente a história. ( Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas )