Rua De Cima Do Muro

Rua de Cima do Muro - A muralha dita 'fernandina' foi iniciada em 1336, no reinado de D. Afonso IV e concluída em 1374, sendo rei D. Fernando; daí a sua designação. No trajecto que estamos a efectuar, a muralha (vinda das Virtudes e correndo paralela às Escadas do Caminho Novo) ia da Porta Nova ou Nobre (desaparecida em 1872), contornava a área do Muro dos Bacalhoeiros e seguia pela beira-rio até aos Guindais, subindo em direcção ao Postigo de Sto. António do Penedo (que daria lugar em 1767/69 à chamada Porta do Sol). No perímetro apontado existiam, para além da Porta da Ribeira (desaparecida em 1821), diversos postigos: Postigo dos Banhos, Postigo do Pereira ou da Lingueta, Postigo do Carvão, Postigo do Peixe, Postigo do Pelourinho, Postigo da Forca, Postigo da Madeira ou da Lada, Postigo da Areia ou dos Tanoeiros. A partir do momento em que para a população da cidade a função defensiva da muralha deixou de ser importante, começaram a construir-se casas a ela adossadas, passando a designar-se por Cima do Muro da Ribeira o caminho que lhes dava serventia, mais tarde conhecido por Rua de Cima do Muro. Aqui se situa, entre o curioso casario sobranceiro ao Muro, a casa que se encontra ligada à figura de Gomes de Sá. Deve ainda mencionar-se a existência, para poente, do Cais da Estiva, o principal ancoradouro da cidade até ao século XIX e que servia o movimento da Alfândega. Inicialmente construída como um trecho das «muralhas fernandinas» situada entre as Porta da Ribeira e a Porta Nova (ou Porta Nobre), quando avançado o século XV, as muralhas de todo perderam o seu valor militar, começaram a construir-se casas encostadas e esse muro, e a serventia para elas denominou-se de Cima do Muro da Ribeira. (portoturismo.pt/patrimonio_mundial )